Materiais escolares e capricho

06 fev
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Foto: Pixabay

Raquel de Godoy Retz Pompeo

 

Entendemos aqui a palavra “capricho” como cuidado, atenção para executar uma tarefa ou na apresentação do material, de si mesmo e das atividades propostas. Exemplos clássicos são a letra bonita e um caderno limpo e sem dobras nas pontas.

Mas que valor tem isso e como fazer uma criança aprender a ser “caprichosa”?

Fazer uma tarefa com cuidado, atenção e esmero é um valor que, aprendido, levaremos para toda a vida.

Nos espaços de trabalho, por exemplo em um banco, o cuidado com o material é visto como inegociável. Nos ramos da construção civil, oficinas mecânicas, área da saúde, o capricho e esmero na limpeza e uso adequado de equipamentos é condição sem a qual o negócio perde clientes e pode levar à ruína.

Dentro de casa, na hora de fazer uma refeição, cuidar de arrumar a mesa, deixar a cozinha em ordem, é fundamental o cuidado com higiene que aqui até pode ser compreendido como um aspecto do capricho.

Enfim, as crianças podem aprender facilmente a terem capricho com as coisas. Adultos muito descuidados, desleixados, são apontados como deficitários e necessitados de melhoria. Carregar uma dificuldade a vida toda não é fácil. Por isso, vale a pena ensinar e cobrar o capricho dos pequenos, para que no futuro não encontrem esta dificuldade.

Não falamos de obsessão, de controle rigoroso, como, por exemplo; se o caderno não estiver com a letra perfeita já é motivo de confusão em casa. A criança está em fase de desenvolvimento, de aprendizagem, então a letra é ainda bem irregular. Ter calma e discernimento do meio termo é também uma dica importante.

Por outro lado, cadernos com folhas cortadas pela metade, riscos desorganizados, marcas de sola de tênis nas capas, dedos de chocolate por todos os lados, são bem diferentes de uma letra irregular ou uma pequena dobra na ponta de um lado do material.

 

Mas como ajudar a criança a ter capricho?

Comecemos pelo material. Este deve ser de qualidade (não precisa ser de marca ou de um desenho favorito da criança), mas deve ser bom o suficiente para suportar o manuseio. Um material que já esteja muito desgastado, bagunçado e com pouca possibilidade de uso, não é o material mais adequado para começar a ensinar o capricho para uma criança.

Outro aspecto é: a criança tem um meio de transportá-la adequadamente? Pense em uma mochila grande para um caderno pequeno de capa mole… teremos dobras nas pontas. Pense em uma pasta pequena para um caderno grande e que fique bem apertado. As bordas podem ficar sujas com mais facilidade. Pense em lápis soltos na mochila – terão maior probabilidade de quebrarem as pontas do que se estiverem em algum estojo. São pequenas observações que, às vezes, não nos ocorrem. O adulto deve estar atento para que a criança tenha condições de aprender a ser atenciosa com os materiais e assim estará mais apta a ter capricho nas tarefas.

O estímulo com elogios, quando se demostra esforço no capricho é muito legal para que a criança perceba que isso é um valor e é desejável que ela continue a esforçar-se.

Este valor será utilizado não só na escola, como na vida profissional, na própria apresentação pessoal e também na vida de oração. Mas está última referência é um novo artigo para ser desenvolvido.

 

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